A Jornada de Velejar um Laser com seus desafios de estabilidade e velocidade e as descobertas dos limites que podemos alcançar têm me estimulado a querer aprender mais.
A escolha por um veleiro Laser foi simples. Um veleiro que pudesse me desafiar e me ensinar, ainda na represa, como velejar com segurança.
Ter um empreendimento na beira d’água facilita o acesso à água, a estrutura no quintal é uma considerável redução dos gastos com marinas e outras manutenções além de ser um super estímulo.
Escolhi empreender por oportunidade e hoje a oportunidade se tornou propósito. Impactar a vida da comunidade do entorno, escolhendo fornecedores locais, equipe local, contribuir localmente e estimular o turismo sustentável e consciente se tornaram propósito de vida.
A fuga do ambiente corporativo e a facilidade de gerir o próprio negócio, criar o clima organizacional adequado e baseado na confiança, estímulo ao crescimento individual, criar e viver os valores da empresa que se tornaram meus também, me trouxeram reflexões que antes eu não fazia. Pelo contrário, a necessidade de fazer parte me forçava a me adaptar ao meio ou a sair.
Quanto tempo passei vivendo e administrando propósitos que nao eram meus?
Uma vida sem propósitos, sem se conectar com a missão corporativa, causa consequências diretas nos nossos sonhos e metas individuais. Elas ficam de lado para que os propósitos que nao são seus possam ser vividos e defendidos.
Isso não deveria ser assim. A sinergia entre valores profissionais e pessoais deve e precisa existir de forma natural.
Em 2019 fiz um processo de coaching com a incrível Dani Fernandes e a primeira tarefa, curiosamente foi estabelecer qual era a minha missão pessoal. Percebi naquele momento quantos sonhos engavetados e não vividos ou planejados para que um dia fossem alcançados.
Outra constatação que fiz foi a completa ausência de solitude. Sempre me organizei para não estar sozinha até aquele momento. O medo da solidão, a falta de conhecimento em como organizar o tempo sozinha me limitavam enormemente.
Passei a buscar experiências que me permitissem novas possibilidades de experimentar. Vieram as viagens, novas amizades, novas experiências. Mas a verdade é que a resposta estava bem na minha frente. Em 2020 ali no quintal redescobri na água a solitude, o prazer de estar só e o valor do silêncio.
O amor me encontrou. O amor pela minha companhia, pelo silêncio, pela natureza, pela água, pela vida que estava bem na minha frente. Reaprendi a respeitar as pessoas com mais sabedoria, com um olhar de respeito ao momento que estão vivendo e a apreciar a forma como as conexões são criadas.
Iniciar na vela com um veleiro artesanal feito com carinho e amor foram essenciais para que todos esses momentos fossem vividos. Não foi apenas a prática de um esporte ou atividade, as a transferência de ensinamentos, sabedorias da água, conhecimentos adquiridos com a experimentação, estudo e dedicação, doados de forma espontânea e gratuita com muito carinho.
Depois de muito navegar o desejo de apenas ir começou a exigir mais estudo, dedicação e novos caminhos.
Encontro o Caramelo

Pense em um barco pequeno, leve, arisco, machucado… começa a reforma e a Jornada do Veleiro Laser com todos os desafios e descobertas que ele poderia trazer!

Cicatrizes curadas, começam novos ventos para o Caramelo. Ventos repletos de expectativas e desafios.
Que bons ventos tragam o Caramelo para novos portos e novas experiências possam ser vividas. Por aqui tudo pronto esperando a chegada completa do Caramelo.
Estamos no inverno e todas as frentes frias que vão me permitem ir mais longe e explorar lugares que ainda não fui. Neste momento quem vai me apresentar novos lugares é o Caramelo. Depois eu que espero apresentar a eles novos lugares.
A área vélica dele, muito maior que a do Migalha me permite ir mais longe com menos esforço, explorar cantos ainda não explorados de veleiro. Que venha em paz e me permita avançar mais nessa conexão com a natureza, que já é um caminho sem volta.
Barcos guardam histórias, almas e carregam consigo memórias de outras velejada. Que novas histórias sem vividas e escritas.
Quanto tempo fico com o Caramelo? Eu não sei exatamente. Talvez 1 ano, 2 anos, talvez 6 meses, 3 meses…. O tempo que for necessário para me transferir conhecimentos que permitam ir para o mar e deixar a água doce como meu porto seguro.
Carol você é d+
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